segunda-feira, dezembro 22, 2008

Blackberry e o fetiche da mercadoria

Sou um assíduo colaborador de uma comunidade sobre Blackberry no Orkut (uma das quatro comunidades que existem no meu perfil), e de uns tempo prá cá venho constatando que muitos dos usuários do sistema não sabem nem um décimo do que o aparelho pode fazer e o pior, para qual público ele se destina. Lembrei-me de Karl Marx e o fetiche da mercadoria, pois o povo esquece (ou não sabe mesmo) que o aparelho tem um nicho de mercado definido, não é um celularzinho legal, bacana, cheio de recursos multimídia e tudo o mais. Não, Blackberry é TOTALMENTE VOLTADO para o mercado CORPORATIVO, ou para profissionais liberais que simplesmente precisam ficar conectados O DIA TODO, dentro e fora do escritório. Aí me vem uma figura com um Blackberry bonito no bolso que nem sabe o que é BIS, BES ou mesmo RIM (não é aquele órgão bacana, que por sinal temos dois). O pior é o Blackberry pré-pago, ou seja, o fim do fim. O cidadão ostenta um aparelho que fica praticamente sem uso, sem o plano devido, só pra dizer que tem um Blackberry. O problema é que o fetiche acaba quando a figura em questão descobre que um aparelho desse porte, desativado, ou seja, sem BIS ou BES, não vale absolutamente nada para o que ele se propõe e começa a colocar um monte de defeitos no coitado.

Pessoal, tenham BOM SENSO, os aparelhos Blackberry não foram feitos para essa classe de usuários desinformados e deslumbrandos. Querem ostentar um belo pré-pago? Comprem um iPhone, aí fica legal.

PS: aos que pensam que eu maltrato a Apple, sou fã da marca, tanto que já tive dois iBooks, e atualmente tenho um G4.

Abraço!
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